7º A, B, C - História, Aula: 4ª QUINZENA – 3º CICLO
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7º ANO (A, B, C) |
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HISTÓRIA (prof. Hilário) |
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Aula: 4ª QUINZENA – 3º CICLO |
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Habilidades
Essenciais: (EF07HI12) Identificar a distribuição territorial da população
brasileira em diferentes épocas, considerando a diversidade étnico-racial e
étnico-cultural (indígena, africana, europeia e asiática). (GO-EF07HI12-A)
Identificar e refletir sobre a complexidade da formação do povo brasileiro,
os diferentes processos de miscigenação, assim como sobre o conceito de
democracia racial, originário do mesmo. |
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NOME: Nº Turma: Data:
/10/20 |
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UNIDADE ESCOLAR: Colégio Estadual
Antonio Oliveira da Silva postagem: 23/10/20 |
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Tema/ objeto de conhecimento: A estruturação dos vice-reinos nas
Américas; Resistências indígenas, invasões e expansão na América portuguesa:
Democracia racial entre a miscigenação e o racismo.
Se
possível, assista este vídeo complementar sobre
a Mineração no Brasil:
Link:
https://www.youtube.com/watch?v=gkztQquSEEE&ab_channel=CursoEnemGratuito
Leia o texto a seguir:
A COMPOSIÇÃO ÉTNICA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
![]() |
A diversidade étnica da população brasileira |
Esse contexto proporcionou a miscigenação dos habitantes do Brasil, caracterizados como mulato (branco + negro); caboclo ou mameluco (branco + índio); cafuzo (índio + negro). Com o prosseguimento da miscigenação, originaram-se os inúmeros tipos que hoje compõem a nossa população.
É sempre importante ressaltar que nos estados brasileiros não há
homogeneidade étnica, e sim, a predominância de vários grupos. A distribuição
dos principais grupos étnicos pelo território nacional é uma consequência do
povoamento das regiões do país.
A região Sul teve os europeus como principais povos ocupantes do
território; na Amazônia, predominam os descendentes indígenas; os
afrodescendentes são maioria no Nordeste brasileiro. No entanto, existe grande
diversidade mesmo entre essas regiões, pois além de ter ocorrido a miscigenação
nesses locais, há um grande fluxo migratório entre essas partes do Brasil.
Disponível em: https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/a-composicao-etnica-populacao-brasileira.htm.
Acesso em: 10 de set. de 2020.
1. Observe a imagem ao lado e
escreva no quadro o resultado do processo de miscigenação dos habitantes do
Brasil e depois escreva um parágrafo explicando este processo.
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Imagem disponível em: https://nacaomestica.org/blog4/?p=2252 Acesso em: 10 de set. de 2020.
2. A distribuição dos principais grupos étnicos pelo território
nacional é uma consequência do povoamento das regiões do país. No quadro a
seguir relacione os principais povos ocupantes do território de cada região.
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Região
Sul |
Norte
(Amazônia) |
Nordeste |
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3. Grupo Étnico refere-se a uma
coletividade que se diferencia por suas especificidades (cultura, religião,
língua, modos de agir etc.), e que possui a mesma origem e história. Pesquise
sobre a origem étnica de seus familiares (pode ser uma pesquisa oral por meio
de entrevista) e descubra se você é
fruto de uma mistura étnica. Depois descreva ou faça um desenho sobre sua
origem étnica.
Para ampliar um pouco mais seus conhecimentos leia o texto a seguir:
Origens do Povo Brasileiro
A população brasileira é bastante miscigenada. Isso ocorreu em razão da
mistura de diversos grupos humanos que aconteceu no país. São inúmeras as raças
que favoreceram a formação do povo brasileiro. Os principais grupos foram os
povos indígenas, africanos, imigrantes europeus e asiáticos.
Povos indígenas: antes do descobrimento do Brasil, o
território já era habitado por povos nativos, nesse caso, os índios. Existem
diversos grupos indígenas no país, entre os principais estão: Karajá, Bororo,
Kaigang e Yanomani. No passado, a população desses índios era de quase 2
milhões de pessoas.
Povos africanos: grupo humano que sofreu uma migração
involuntária, pois foram capturados e trazidos para o Brasil, especialmente
entre os séculos XVI e XIX. Nesse período, desembarcaram no Brasil milhões de
negros africanos, que vieram para o trabalho escravo. Os escravos trabalharam
especialmente no cultivo da cana-de-açúcar e do café.
Imigrantes europeus e asiáticos: os primeiros europeus a chegarem ao Brasil foram os portugueses. Mais tarde, por volta do século XIX, o governo brasileiro promoveu a entrada de um grande número de imigrantes europeus e também asiáticos. Na primeira metade do século XX, pelo menos quatro milhões
de imigrantes desembarcaram no Brasil. Dentre os principais grupos humanos europeus, destacam-se: portugueses, espanhóis, italianos e alemães. Em relação aos povos asiáticos, podemos destacar japoneses, sírios e libaneses.
Tendo em vista essa diversidade de raças, culturas e etnias, o resultado
só poderia ser uma miscigenação, a qual promoveu uma grande riqueza cultural.
Por esse motivo, encontramos inúmeras manifestações culturais, costumes, pratos
típicos, entre outros aspectos.
Imagem disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/1545/diversidade-etnico-racial-por-um-ensino-de-varias-core.
Acesso em: 10 de set. de 2020.
Texto disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/as-origens-povo-brasileiro.htm.
Acesso em: 10 de set. de 2020.
4. A população brasileira é bastante
miscigenada. Isso ocorreu em razão da mistura de diversos grupos humanos que
aconteceu no país. São inúmeras as raças que favoreceram a formação do povo
brasileiro.
Os principais grupos foram os povos
indígenas, africanos, imigrantes europeus e asiáticos. Relacione cada grupo em
suas devidas especificações.
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a) Povos indígenas |
( ) Grupo humano que sofreu uma migração
involuntária, pois foram capturados e trazidos para o Brasil, especialmente
entre os séculos XVI e XIX. Nesse período, desembarcaram no Brasil milhões deles,
que vieram para o trabalho escravo. Os escravos trabalharam especialmente no
cultivo da cana-de-açúcar e do café. |
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b) Povos africanos |
( ) Os primeiros a chegarem ao Brasil foram
os portugueses. Mais tarde, por volta do século XIX, o governo brasileiro
promoveu a entrada de um grande número de imigrantes. |
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c) Imigrantes europeus e
asiáticos |
( ) Antes do descobrimento do Brasil, o
território já era habitado por povos nativos, no passado, a população desses povos
era de quase 2 milhões de pessoas. |
Leia os trechos dos textos a seguir e descubra de onde foram trazidos os
africanos para o Brasil.
Trecho nº 1
“É difícil saber quantos africanos foram
trazidos para o Brasil ao longo de três séculos de tráfico negreiro. As
estimativas indicam que entre 3.300.000 e oito milhões de pessoas desembarcaram
nos portos brasileiros para serem vendidas como escravas, de meados do século
XVI até 1850. (...)
As quatro principais rotas dos navios
negreiros que ligaram o continente africano ao Brasil foram as da Guiné, Mina,
Angola e Moçambique. Elas concentravam o comércio de seres humanos que, na
maioria dos casos, eram aprisionados em guerras feitas por chefes tribais, reis
ou sobas africanos para esse fim. Os traficantes, principalmente portugueses,
mas também de outras nações europeias e posteriormente brasileiros, obtinham os
prisioneiros em troca de armas de fogo, tecidos, espelhos, utensílios de vidro,
de ferro, tabaco e aguardente, entre outros. (...)”.
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Rota da Guiné: De Cabo
Verde, saíam navios com cativos vindos principalmente da região onde hoje se
situam Guiné-Bissau, Senegal, Mauritânia, Gâmbia, Serra Leoa, Libéria e Costa
do Marfim. O destino desses prisioneiros, no Brasil, eram as regiões Nordeste e
Norte.
●
Rota da Mina: Os portos
brasileiros, do Maranhão ao Rio de Janeiro, com destaque para Salvador, foram
abastecidos por essa rota até a primeira metade do século XIX.
●
Rota da Angola: Os navios
que partiam da costa dos atuais territórios do Congo e de Angola se destinavam
principalmente aos portos de Recife, Salvador e Rio de Janeiro.
●
Rota de Moçambique: Os
navios saíam principalmente dos portos de Lourenço Marques (atual Maputo),
Inhambane e Quelimane, em Moçambique, e se dirigiam ao Rio de Janeiro.
Disponível em: http://www.sohistoria.com.br/ef2/culturaafro/p5.php.
Acesso em: 10 de set. de 2020.
Trecho nº 2
“Inicialmente, os africanos escravizados
foram trazidos para atuar na economia açucareira, mas a escravidão africana se
estabeleceria como o esteio da força de trabalho em praticamente todos os
setores da sociedade, através do vasto território que viria a ser o Brasil, até
sua abolição em 1888. Os escravos foram utilizados não apenas na produção de
açúcar, café, algodão, minérios e outros produtos de exportação. Terminaram sendo
também empregados na agricultura de abastecimento interno, na criação de gado e
charqueadas, nas pequenas manufaturas, no trabalho doméstico, em uma grande
variedade de ofícios mecânicos e toda ordem de ocupações urbanas. Nas cidades
eram eles que, até uma altura avançada do Século XIX, se encarregavam do
transporte de objetos, dejetos e pessoas, além de serem responsáveis por uma
considerável parcela da distribuição do alimento que abastecia pequenos e
grandes centros urbanos. (...) Os escravos não serviram apenas aos grandes
senhores da aristocracia agrícola, pois estavam distribuídos — embora
desigualmente distribuídos — entre proprietários de diversas grandezas, no
campo e na cidade. Isso explica por que os escravos estiveram presentes em cada
instituição que compunha a sociedade colonial e pós-colonial do Brasil”.
REIS,
João José. Presença negra: conflitos e encontros. In: VAINFAS, Ronaldo (Org.).
Brasil: 500 anos de povoamento. IBGE. 2000. p. 79.
Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv6687.pdf.
Acesso em: 26 mar. 2019.
Trecho nº 3
“O tráfico transatlântico promoveu o
povoamento do Brasil por gente oriunda de diversas regiões do continente
africano. Mas essas regiões contribuíram para este povoamento em graus variados
de intensidade, dependendo do período considerado e dependendo das conexões
comerciais mantidas pelos traficantes portugueses, brasileiros e africanos de
um e outro lado do Atlântico. Assim, os portos do Brasil podiam por vezes, e em
certos períodos, se especializar em determinadas direções do fluxo do comércio
de pessoas. Durante os Séculos XVI, XVII e primeira metade do Século XVIII, os
chefes políticos e mercadores da África Centro Ocidental, em particular o
território presentemente ocupado por Angola, forneceram a maior parte dos
escravos utilizados em todas as regiões da América portuguesa. (...) Eram povos
aqui denominados de congos, angolas, benguelas, cabindas, cassanges, monjolos,
rebolos, moçambiques e outros. Os chamados angolas — estes em geral traficados
através do porto de Luanda — e benguelas — estes traficados através de
entrepostos situados mais ao sul da atual Angola — vieram a predominar nas
levas do comércio oitocentista, em especial os que desembarcavam no Rio de
Janeiro. Os traficantes envolvidos no comércio baiano, por outro lado, a partir
de meados do Século XVII, e até o fim do tráfico, foram se especializando cada
vez mais na região do Golfo do Benin (sudoeste da atual Nigéria), de onde
importaram escravos aqui denominados dogomés, jejes, ussás, bornos, tapas e
nagôs, entre outros”.
REIS, João José. Presença
negra: conflitos e encontros. In: VAINFAS, Ronaldo (Org.). Brasil: 500 anos de
povoamento. IBGE. 2000. p. 79.
5. As quatro principais rotas dos
navios negreiros que ligaram o continente africano ao Brasil foram as da Guiné,
Mina, Angola e Moçambique. Elas concentravam o comércio de seres humanos que,
na maioria dos casos, eram aprisionados em guerras feitas por chefes tribais,
reis ou sobas africanos para esse fim. Cada uma destas rotas os escravos eram levados
para um Região do Brasil. Relacione a rota a sua região de destino.
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a) Rota da Guiné: |
( ) Maranhão ao Rio de Janeiro, com destaque
para Salvador |
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b) Rota da Angola: |
( ) Rio de Janeiro. |
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c) Rota de Moçambique: |
( ) Recife, Salvador e Rio de Janeiro. |
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d) Rota da Mina: |
( ) Regiões Nordeste e Norte. |
6. Faça uma análise
dos trechos lidos e descreva com suas palavras o papel desempenhado pelos
Africanos escravizados, para a economia do Brasil.
Democracia
racial
![]() |
| Imagem disponível em: https://tinyurl.com/y4p5vure. Acesso em 10 de set. de 2020. |
ideologias racistas, ainda não existe democracia racial, visto que há um abismo imenso que segrega populações negras, indígenas e aborígenes da população branca.
O que é democracia racial?
Pensar em democracia racial requer, portanto, pensar em uma sociedade em que todas as pessoas, independentemente de sua origem étnico-racial e da cor de suas peles, sejam livres e tenham direitos iguais.
A
democracia racial ainda não existe, mas deve ser buscada para que tenhamos uma
sociedade justa.
Devido ao passado de escravidão, racismo e exploração
de territórios africanos por parte de nações europeias que deixou uma
imensa cicatriz de preconceito e discriminação em nossa
sociedade, além do terrível holocausto que sentenciou à morte
injusta milhões de judeus, a Organização das Nações Unidas (ONU) promulgou, em
1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A declaração enfatiza a
igualdade de direitos entre todos os seres humanos, independentemente de raça,
cor, religião, nacionalidade ou gênero.
Segundo o art. 2 da Declaração Universal dos Direitos
Humanos, “todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as
liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie,
seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra
natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra
condição”|1|. O reconhecimento de direitos iguais por parte da ONU consiste
num importante passo para o estabelecimento da democracia racial no mundo.
Acesse também: Como ficou a vida dos ex-escravos
após a Lei Áurea?
A Constituição da República Federativa Brasileira de
1988 também enfatiza o estabelecimento de direitos iguais entre
pessoas independentemente de qualquer elemento distintivo. O art. 5 da
Constituição diz o seguinte: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança
e à propriedade”|2|. Apesar de não mencionar diretamente a questão
étnico-racial, o trecho citado do documento atesta que não pode haver
discriminação de qualquer natureza, ficando implícito que discriminação
racial não é permitida.
Os
documentos citados são ferramentas importantes para a construção de uma nação
onde haja democracia racial, no entanto, não basta a promulgação da lei, sendo
necessário que ela seja cumprida. Para além da discriminação e do preconceito
racial, muito precisa ser feito para que um país seja, de fato, considerado uma
democracia racial.
Devido
ao fato de existir um racismo estrutural que
segrega negros e brancos em classes sociais diferentes, que dificulta o acesso
da população negra a serviços básicos de educação, saúde, segurança e ao
emprego digno, faz-se necessária a tomada de medidas de reparação histórica
para que uma nação seja, de fato, uma democracia racial.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historia/democracia-racial.htm
Acesso em: 10 de set. de 2020.
7. Com base no texto e na charge a seguir elabore um pequeno texto dissertando sobre os seguintes pontos:
• O que é racismo?
• Existe de fato
democracia racial?
Disponível em: https://www.geledes.org.br/igualdade-brasil-miscigenado/.
Acesso em:
10 de setembro de 2020
ATENÇÃO! Agora em
outubro (envie na 6ª feira da semana toda)
– Devolutiva
semanal das atividades de História para visto e avaliação pelo professor
(Hilário):
a) Tire
fotos das atividades de agosto e setembro (ou só da que falta enviar);
b)
digite seu nome completo: __________________________nº:_____turma:_____;
NÃO ESQUEÇA
c) envie-me
pelo e-mail: prof.hilariohist@gmail.com
Qualquer dúvida entre em contrato
comigo durante a aula pelo grupo de sua turma.
Boa
sorte!






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