9º A, B, C - História, 1ª aula: 2ª QUINZENA – 3º CORTE
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9º ANO (A, B,
C) |
SEDUC/CEAOS |
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HISTÓRIA (prof. Hilário) |
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1ª aula: 2ª
QUINZENA – 3º CORTE - A Ditadura Civil-militar e os processos de resistência |
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Habilidades Essenciais: (EF09HI19) Identificar e compreender o processo
que resultou na ditadura civil-militar no Brasil e discutir a emergência de
questões relacionadas à memória e à justiça sobre os casos de violação dos
direitos humanos. (EF09HI20) Discutir os processos de resistência e as
propostas de reorganização da sociedade brasileira durante a ditadura
civil-militar. (EF09HI21) Identificar e relacionar as demandas indígenas e
quilombolas como forma de contestação ao modelo desenvolvimentista da
ditadura. |
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NOME: Nº Turma: Data:
/09/20 |
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UNIDADE
ESCOLAR: Colégio Estadual Antonio Oliveira da Silva postagem: 15/09/20 |
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Tema/ objeto de conhecimento: Os anos 1960:
revolução cultural; A ditadura civil-militar e os processos de resistência; As
questões indígena e negra e a ditadura.
Do link: https://www.youtube.com/watch?v=7Mr0rk6dMyY&ab_channel=NovoTelecurso
(Fonte: Telecurso Fundação roberto Marinho,
Youtube)
(e o segundo
vídeo abaixo)
Leia o texto a
seguir para responder as próximas questões:
Anos 60 no
Brasil
Na política, os anos 60 no Brasil não foram anos de
orgulho. No ano de 68 o Ato Constitucional Nº5 é decretado. Com este
ato, considerado um dos mais repressivos da ditadura militar, juízes foram
aposentados, o habeas corpus foi cancelado, manifestações políticas foram
proibidas, a censura aumentou e a violência da polícia e do exército também.
A moda nos anos 60 no Brasil era copiada de
lugares como Paris, Milão. Foi também nessa década que a televisão em cores
começava a chegar ao mundo, e no Brasil a rede globo foi inaugurada. Artistas
aproveitavam para apresentar suas músicas contra ditadura.
Foi uma época de revoluções, lutas, repressões e
censura. Muitos jovens e líderes de movimentos sociais foram mortos
lutando contra a ditadura, alguns sumiram e não se sabe até hoje onde estão
seus corpos. Foi uma época que marcou a história brasileira. Texto disponível em: https://tinyurl.com/yx8v5rw9. [adaptado]
Imagem
disponível em: https://tinyurl.com/y5lmsrva
acesso 25 de ago. de 2020.
ATIVIDADES
1. Os anos
60 foram marcados pelo início da ditadura militar no Brasil e por revoluções
que deixaram muitas lições para a história. A década de 60 também foi um ano de
revolução na cultura brasileira. Em específico na música brasileira houve uma
revolução em forma de protestos. Explique com suas palavras quais estilos
musicais e como eram feitas essas resistências através da cultural musical.
Leia o
texto a seguir para responder as próximas questões:
O
que é ditadura militar?
A ditadura militar é um regime
político comandado por membros das Forças Armadas. A última ditadura militar
vigorou no Brasil por 21 anos, entre 1964 e 1985.
Ditadura militar é o regime
político no qual membros das Forças Armadas de um país centralizam política e
administrativamente o poder do Estado em suas mãos, negando à maior parte dos
cidadãos a participação e a decisão nas instituições estatais.
Ditadura militar no Brasil
No Brasil, o período mais recente de ditadura militar ocorreu entre
os anos de 1964 e 1985. Com o argumento de evitar a realização de uma ditadura
comunista no Brasil, em período de Guerra Fria, as Forças Armadas brasileiras
realizaram um golpe de Estado em 31 de março de 1964, que depôs o presidente
João Goulart. Eleito como vice-presidente em 1960, Jango (como era conhecido)
assumiu o poder após a renúncia de Jânio Quadros, em 1961.
Golpe
de 64
Defendida pelos militares como uma ação revolucionária, a ditadura
que vigorou no Brasil pode ser caracterizada como uma ditadura civil-militar.
Isso em decorrência da efetiva participação de setores importantes do
empresariado brasileiro, principalmente os ligados aos grandes bancos e
federações industriais do país.
Consequências
do regime militar no Brasil
A ditadura civil-militar no Brasil foi marcada pela extrema
violência com a qual foram combatidos os opositores do regime. Prisões
arbitrárias, torturas, estupros e assassinatos foram realizados pelas forças
militares e policiais no país. Desde o primeiro momento, direitos políticos
foram cassados, instaurando ainda uma rígida censura aos diversos meios de
comunicação e à expressão literária e artística da população.
Atos
Institucionais
Por meio dos Atos Institucionais, os cinco presidentes efetivos do
período – Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo –
governaram em muitos momentos sem o aval do Congresso Nacional. E mesmo quando
este funcionou, era dominado pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), o
partido que apoiava o regime, apesar de haver um partido de oposição, o
Movimento Democrático Brasileiro (MDB).O Ato Institucional nº 5 foi publicado
no dia 13 de dezembro de 1968, assinado pelo presidente Costa e Silva e marcou
a fase mais dura do período de ditadura militar no Brasil. O estopim para o AI-5 foi a proposta de
boicote aos militares por parte do deputado Márcio Moreira Alves (1936-2009).
Decretação do Ato institucional AI-5 foi considerado o mais rigoroso, pois
aposentou pessoas com altos cargos, cassou mandatos, retirou o habeas-corpus e
a violência dos militares cresceu ainda mais. Institucionalizou a repressão,
suspendeu as garantias constitucionais e individuais, e afastou das
universidades brasileiras os elementos considerados subversivos.
Economia
do Brasil na ditadura civil-militar
crescimento não resultou em uma distribuição de renda; pelo contrário, durante a ditadura militar a concentração de renda nas mãos dos mais ricos cresceu no país.
*Ernesto Geisel foi um dos generais-presidentes
durante o regime militar no Brasil(Créditos da imagem: Shutterstock e rook76)
O
Governo Geisel herdou as consequências negativas do milagre econômico tais como
o endividamento, o crescimento inflacionário e a recessão devido à crise
internacional do petróleo. Pacote de Abril foi o nome dado pela imprensa para
um conjunto de medidas impostas por Ernesto Geisel em 1º de abril de 1977. Essas
medidas alteraram as regras para as eleições de 1978 e são consideradas um
retrocesso ao processo de abertura política iniciada pelo mesmo presidente.
Processo
de retomada da Democracia
A partir de 1974 foi iniciado um processo de “abertura lenta e
gradual” que pretendia restaurar as liberdades políticas da democracia
representativa. Em 1979, foi decretada uma anistia aos presos políticos e aos
exilados, permitindo ainda a formação de novos partidos políticos. Em 1978,
intensas greves ocorreram na região do ABC paulista, o que contribuiu muito
para o enfraquecimento do regime. O esgotamento final do regime militar
aconteceu, principalmente, em decorrência da realização de inúmeras
manifestações de massas nas principais cidades brasileiras pedindo a realização
de eleições diretas para presidente da República. Realizadas por milhões de
pessoas, essas manifestações ficaram conhecidas por Diretas Já.
Apesar da manifestação do interesse popular, os militares não
realizaram uma eleição direta. Em 1984, Tancredo Neves foi eleito presidente do
Brasil pelo Colégio Eleitoral. Entretanto, sua morte pouco antes da posse levou
ao governo José Sarney, o primeiro presidente civil do Brasil após 21 anos de
ditadura civil-militar.
Disponível em: https://tinyurl.com/y2kabzd6 acesso
26 de agosto de 2020.
2. Sabe
se que a ditadura/Regime militar marcou a história do Brasil. Existe sempre o
sentimento de que as pessoas não devam assistir à supressão dos seus direitos,
e devem lutar pela democracia e pela Constituição, lutar por suas liberdades e
direitos fundamentais. O país estava dividido, entre sindicatos e donos de
empresas, entre os militares e civis, entre grupos estrangeiros e
nacionalistas, entre governo e oposição, entre comunismo e capitalismo, entre
democracia e golpe. Ou seja, existia desde então uma polarização de interesses
e lados a respeito da ditadura militar ou regime militar. Descreva o que foi a
Ditatura/Regime Militar e quais os setores sociais favoráveis e os contrários
ao regime Militar? Por que eram a favor ou contra? Faça uma breve
contextualização com a polarização de opiniões na atualidade.
3. No dia 13 de dezembro de 1968, o
governo brasileiro baixou o Ato Institucional nº 5 (AI – 5).
Em fevereiro de 1969, surgiu o decreto-lei nº 477. O governo, com
estas duas medidas jurídicas, pretendia:
a) ( )
anistiar os envolvidos com a guerrilha do Araguaia e iniciar um período de
distensão política.
b)
( )consolidar as reformas
iniciadas pelo vice presidente Pedro Aleixo, permitindo, respectivamente, o
funcionamento dos partidos políticos e das entidades estudantis.
c) ( )
institucionalizar a repressão, suspendendo as garantias constitucionais e
individuais, e afastar das universidades brasileiras os elementos considerados
subversivos.
d) ( )
isolar os generais que defendiam um endurecimento do regime militar e preparar
o país para a “abertura política” realizada pelo presidente Emílio Garrastazu
Médici.
Disponível:< https://tinyurl.com/y3er2c8e>
acesso 26 de ago. de 2020.[adaptada]
4.Analise
a charge.
a) ( ) ao desenvolvimentismo de JK.
b) (
) ao referendo pela volta do presidencialismo, no governo Jango.
c) (
) ao “milagre econômico” do governo
Médici.
d) ( ) ao
“pacote de abril” do governo Geisel.
Disponível em:<https://www.mapadaprova.com.br/questoes/de/historia/historia-do-brasil/regime-militar>
acesso em: 26 de ago. de 2020.
5. Das
informações a seguir, identifique as que são verdade e as que são Feke News. E
reescreva os Feke News de forma que elas se tornem verdadeiras.
a) (
) Economicamente, o Brasil conheceu um intenso crescimento econômico,
industrial e agrícola, principalmente em decorrência da grande soma de
investimentos realizados pelo Estado e empresas nacionais, o que ficou
conhecido como milagre econômico brasileiro.
b)
( ) Durante a ditadura militar, foi um
período de grande repressão aos movimentos de trabalhadores, o que manteve
baixos os salários, pois as possibilidades de reivindicação eram mínimas.
c)
( )
Durante a ditadura militar houve uma intensa distribuição de renda, uma vez que
vivia o milagre econômico.
d)
( ) Pacote de Abril foi o nome dado pela
imprensa para um conjunto de medidas impostas por Ernesto Geisel em 1º de abril
de 1977.
e)
( ) A partir de 1984 foi iniciado um processo
de “abertura lenta e gradual” que pretendia restaurar as liberdades políticas
da democracia representativa.
f)
( ) Em 1979, foi decretada uma anistia aos
presos políticos e aos exilados, permitindo ainda a formação de novos partidos
políticos.
BRASIL – A DITADURA MILITAR –
RESISTÊNCIAS
Imagem disponível em: https://tinyurl.com/y4c35q7n > Acesso em: 27 de ago. de 2020
Por isso,
aos olhos dos militares que tomaram o poder, eles eram um dos setores mais identificados
com a esquerda, comunista, subversiva e desordeira; uma das formas de
desqualificar o movimento estudantil era chamá-lo de baderna, como se seus
agentes não passassem de jovens irresponsáveis, e isso se justificava para a
intensa perseguição que se estabeleceu.
Logo em novembro de 1964 o governo Castelo Branco fez aprovar uma
lei que ficou conhecida como lei “Suplicy de Lacerda”, nome do ministro da
Educação, que reorganizava as entidades, proibindo-as de desenvolverem
atividades políticas.
Os estudantes reagiram negando-se a participar das novas entidades
oficiais e realizando manifestações públicas (passeatas), que se tornaram cada
vez mais freqüentes e concorridas. Ao mesmo tempo, o movimento estudantil
procurou assegurar a existência das suas entidades legítimas, agora na
clandestinidade.
Em 1968 – ano marcado mundialmente pela ação política estudantil –
o movimento estudantil cresceu em resposta, não só a repressão, mas também em
virtude da política educacional do governo, que já revelava a tendência que
iria se acentuar cada vez mais, no sentido da privatização da educação, cujos
efeitos são sentidos até hoje.
A política de privatização tinha dois sentidos: um era o
estabelecimento do ensino pago (principalmente no nível superior) e outro, o
direcionamento da formação educacional dos jovens para o atendimento das
necessidades econômicas das empresas capitalistas (mão-de-obra e técnicos
especializados). Estas diretrizes correspondiam à forte influência
norte-americana exercida através de técnicos da Usaid (agência americana que
destinava verbas e auxílio técnico para projetos de desenvolvimento
educacional) que atuavam junto ao MEC por solicitação do governo brasileiro,
gerando uma série de acordos que deveriam orientar a política educacional brasileira.
As manifestações estudantis foram os mais expressivos meios de
denúncia e reação contra a subordinação brasileira aos objetivos e diretrizes
do capitalismo norte-americano. O movimento estudantil não parava de crescer, e
com ele a repressão. No dia 28 de março de 1968 uma manifestação contra a má
qualidade do ensino, realizada no restaurante estudantil Calabouço, no Rio de
Janeiro, foi violentamente reprimida pela polícia, resultando na morte do
estudante Edson Luís Lima Souto.
A reação estudantil foi imediata: no dia seguinte, o enterro do
jovem estudante transformou-se em um dos maiores atos públicos contra a
repressão; missas de sétimo dia foram celebradas em quase todas as capitais do
país, seguidas de passeatas que reuniram milhares de pessoas.
Em outubro do mesmo ano, a UNE (na ilegalidade) convocou um
congresso para a pequena cidade de Ibiúna, no interior de São Paulo. A polícia
descobriu a reunião, invadiu o local e prendeu os estudantes.
Movimentos sindicais
A greve dos metalúrgicos de Osasco, São Paulo, e de Contagem, Minas
Gerais, ambas em 1968, foram as últimas manifestações operárias da década de
60. Em 12 de maio de 1978, a greve de 1.600 trabalhadores, no ABC paulista,
marcou a volta do movimento operário à cena política. Em junho, movimento se
espalhou por São Paulo, Osasco e Campinas. Até 27 de julho registraram-se 166
acordos entre empresas e sindicatos, beneficiando cerca de 280 mil
trabalhadores. Nessas negociações, tornou-se conhecido em todo o país o
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, Luís Inácio
da Silva, o Lula.
Em 29 de outubro de 1979, metalúrgicos de São Paulo e Guarulhos
interromperam o trabalho. No dia seguinte morreu o operário Santos Dias da
Silva em confronto com a polícia, durante um piquete na frente uma fábrica no
bairro paulistano de Santo Amaro. As greves se espalharam por todo o país.
Ligas Camponesas
Julião, foram importantes instrumentos de organização e de atuação dos camponeses. Em 15 de maio de 1984 cerca de 5 mil cortadores de cana e colhedores de laranja do interior paulista entraram em greve por melhores salários e condições de trabalho.
A luta armada
Parte da Esquerda brasileira optou pela luta armada como forma de
resistir ao Regime Militar e abrir caminho para uma revolução. Destacaram-se:
Ação Libertadora Nacional (ALN), liderada por Carlos Marighella, ex-deputado e
ex-membro do Partido Comunista Brasileiro, morto numa emboscada em 69; Vanguarda
Popular Revolucionária (VPR), comandada pelo ex- capitão do Exército Carlos
Lamarca, morto na Bahia, em 17 de setembro de 1971; e o Partido Comunista do
Brasil (PC do B), uma dissidência do PCB.
As organizações armadas, conhecidas também como guerrilha, fizeram
assaltos a bancos e sequestros de diplomatas para trocá-los por presos
políticos e colaboradores do regime.
O único que não se envolveu com a resistência armada à ditadura foi
o jornalista Carlos Lacerda. Antigo membro da UDN, Carlos Lacerda era um
conservador que foi um entusiasta do Golpe de 1964, mas que se desiludiu com o
regime quando percebeu que o Brasil se tornara um país governado por uma
ditadura. Morreu em 1977, vítima de infarto.
A Ação Popular foi, na década de 60, um dos mais importantes
movimentos de resistência ao regime militar. Teve origem em 1962 a partir de
grupos católicos, especialmente influentes no movimento estudantil. De 62 até
1972 a Ação Popular fez todos os presidentes da UNE. De inicialmente moderada a
AP passou a discutir a necessidade da luta armada, devido à radicalização dos
órgãos de repressão. A AP lançou o movimento Contra a Ditadura e em 67 mudou
sua sigla para APML (Ação Popular Marxista-Lenista) buscando aliar-se aos
movimentos camponeses e de bóias-frias. Vários líderes da AP foram
assassinados. A AP terminou com sua incorporação ao PC do Brasil.
Disponível em:< https://www.passeiweb.com/estudos/sala_de_aula/historia/ditadura_militar_resistencias/>acesso em:
26 de ago. de 2020. [adaptado]
6. Identifique o que foi o
movimento de resistência durante o período da ditadura civil-militar, qual seu
significado e suas diferenças e como estes movimentos contribuíram para a
reconquista dos direitos sociais e políticos no Brasil:
INDÍGENAS:
O CAPÍTULO POUCO LEMBRADO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA
O massacre de
indígenas na ditadura militar brasileira vem desde o governo Castelo Branco de
1964, que através do Plano de Integração Nacional (PIN), procurou expandir as
fronteiras internas do Brasil. Isso significou perseguição, prisão, tortura e
assassinato de lideranças indígenas, que lutavam por seus territórios e cujo
comportamento era considerado inadequado ao projeto desenvolvimentista do país.
A Comissão
Nacional da Verdade apontou a inclusão de dez etnias indígenas entre as vítimas
das violações de direitos humanos no regime militar. Segundo o relatório, de
1964 a 1985, 8.350 indígenas foram mortos em massacres, roubo de terras,
remoções forçadas dos territórios, prisões, torturas e maus-tratos.
*Indígenas
do grupo Krain-a-Kores investigam ônibus que atravessa
seu território, 1964 / Crédito: Getty Images
A psicanalista
Maria Rita Kehl, responsável pelo capítulo dedicado às comunidades indígenas,
investigou a violação de direitos humanos entre esses povos e identificou, por
exemplo, que os indígenas da etnia Cinta Larga, de Rondônia, foram os mais
atacados: 3.500 perderam a vida durante a ditadura.
Os ataques iam
de envenenamento por alimentos misturados com arsênico a aviões que atiravam
para as crianças das aldeias brinquedos contaminados com vírus de sarampo ou
varíola. “Muitas dessas violações foram cometidas com a conivência do governo
federal, por meio do SPI (Serviço de Proteção ao Índio), e depois da Funai”,
afirma o relatório.
A abertura da
Rodovia Transamazônica, projeto que pretendia atravessar o país através da
Amazônia, também contribuiu para o massacre: 29 grupos indígenas foram afetados
tragicamente, dentre eles 11 etnias isoladas. Apenas com a Constituição de
1988, instaurada após o fim da ditadura, o direito à terra e à diferença
cultural foi consolidado novamente para esses povos.
Incompreensão
de longa data
A vista grossa
dos diversos governos brasileiros para a ação violenta de seringueiros,
garimpeiros e grileiros contra indígenas, como se sabe, não terminou com o fim
da ditadura. E se até hoje aldeias são invadidas e tratadas com pouco cuidado,
a origem desse descaso talvez esteja naquele primeiro contato dos espanhóis com
os nativos do nosso país.
O frei Gaspar
de Carvajal, espanhol que em 1541 acompanhou a expedição de Francisco de
Orellana cruzando o rio Amazonas, já expunha a incompreensão do europeu com o
estilo de vida indígena. Em seus relatos, ele afirma que esses povos eram
“seres animalescos e sem Deus”, que não mereciam atenção e nem mesmo uma
tentativa de coexistência.
O religioso
defendeu, junto ao Estado espanhol, que as sociedades indígenas da Amazônia
deveriam ser erradicadas, destituídas de seus grupos e colocadas a serviço da
colonização – escravizadas, portanto.
Embora seja
muito antigo, o relato de Carvajal não é tão diferente do que ainda encontramos
atualmente. “A cavalaria brasileira foi muito incompetente. Competente, sim,
foi a cavalaria norte-americana, que dizimou seus índios no passado e, hoje em
dia, não tem esse problema em seu país”. A fala é de 1998. Seu autor, o atual
presidente do Brasil.
Disponível:< https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/indigenas-conheca-o-capitulo-pouco-lembrado-da-ditadura-militar-brasileira.phtml>
acesso 26 de ago. de 2020.
Repressão aos negros
A ditadura militar instaurada há exatos 55 anos no Brasil espionou, perseguiu e minou a luta de movimentos raciais no Brasil na segunda metade da década de 1970 e início de 1980. Documentos confidenciais obtidos pelo UOL junto ao Arquivo Nacional revelam que militares se infiltraram nos grupos, ficharam os líderes e tentaram a todo custo impedir que a luta dos negros crescesse.
Segundo os documentos,
o movimento negro se configurava um problema porque repudiava o regime,
contestava a propaganda oficial de um país sem racismo e encampava a
necessidade
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Imagem: https://tinyurl.com/y5e6lqqe |
Durante o
regime, 41 líderes negros morreram ou desapareceram após supostas ações
militares, segundo dados da Comissão da Verdade de São Paulo. Há ainda relatos
por todo o país de centenas de prisões políticas e casos de tortura envolvendo
integrantes de lutas contra o racismo.
Disponível: https://tinyurl.com/y3j6l7k4
acesso em 27 de agosto de 2020. [adaptado]
7. Documentos obtidos por ISTOÉ
mostram como a violência e a negligência do Estado nos anos de chumbo dizimaram
8 mil crianças e adultos de diversas tribos. Além da violência direta do
Estado, os povos indígenas sofreram com a omissão do governo. Refletindo sobre
o extermínio de indígenas ao longo da ditadura, e a resistência dos mesmo para
sobreviverem. Elabore um breve texto
sobre as demandas dos povos indígenas atualmente e a participação dos governos:
8. A ditadura
militar instaurada há exatos 55 anos no Brasil espionou, perseguiu e minou a
luta de movimentos raciais no Brasil. Para os governos da ditadura, o racismo
servia ainda como "desculpa" para a criação de grupos que visavam
prejudicar a "ordem social" do país. Segundo os documentos, o
movimento negro se configurava em um problema porque:
a) ( ) Aceitava o regime, e participava das
propagandas oficiais de um país sem racismo e totalmente em acordo com a
democracia.
c) (
) Repudiava o regime de
democracia, e aclamava pelo regime militar, por este estabelecer igualdade
racial.
d) (
) Aceitava as imposições, as
torturas, a desigualdade racial, sem nada contestar, mantendo a ordem social e
a exaltação de seus governos.
9. Para sua melhor compreensão,
elabore um mapa mental sobre a Ditadura Militar, destacando os principais
pontos como: Sistema partidário, consequências, os Atos Institucionais, as
resistências, aparatos de repressão, golpe de 64 dentre outros que você julgar
importante.
ATENÇÃO! Agora em
setembro (envie na 6ª feira da semana toda)
– Devolutiva
semanal das atividades de História para visto e avaliação pelo professor
(Hilário):
a) Tire
fotos das atividades de agosto e setembro;
b)
digite seu nome completo: __________________________nº:_____turma:_____;
NÃO ESQUEÇA
c) envie-me
pelo e-mail: prof.hilariohist@gmail.com
Qualquer dúvida entre em contrato
comigo durante a aula pelo grupo de sua turma.
Um abraço & boa sorte!







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